Roteiro de carro pela Islândia - Estrada Nacional 1

Hringvegur,  Þjóðvegur 1, ou em inglês Ring Road são os nomes mais frequentemente utilizados para a Estrada Nacional 1, a circular da Islândia que contorna a ilha, junto à costa e a várias atrações turísticas populares deste país nórdico.

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A circular, com um comprimento total de 1332 km é muito popular entre os turistas, pela facilidade de exploração da ilha que oferece. Com um meio de transporte próprio à sua disposição, precisará de somente 10 dias para conhecer os lugares mais longínquos de Islândia, com poucos desvios da estrada principal.

Circular da Islândia

A circular da Islândia/ Estrada 1 no mapa.

Para além de várias cidades islandesas importantes, como Reykjavik (ou Reiquiavique), Borgarnes, Blöduós, Akureyri, Egilsstaðir, Höfn e Selfoss, marcados na mesma ordem no mapa acima, encontrará junto à Estrada N1 fontes termais, cascatas, vulcões, fiordes e glaciares.

Para uma grande parte de turistas que ambicionam explorar Islândia, aluguer de carro é a melhor solução de transporte. No entanto, se não conduz, ou se prefere poder descontrair completamente durante a sua estadia na Islândia, poderá optar por uma vasta gama de excursões de autocarro.

Ciclistas na Estrada N1 são uma vista bastante comum, no entanto este meio de transporte é recomendado somente às pessoas em boa forma física e que não se importam com as condições climatéricas exigentes. Até  elas vêm-se muitas vezes a serem socorridas pelos autocarros que as acompanham ao longo do percurso.

Precisará de pelo menos uma semana para visitar Islândia seguindo o roteiro da Estrada N1; reserve 10 a 14 dias, no entanto, se quiser conhecer o país em maior pormenor, ou se lhe apetecer ficar mais tempo em algum de vários sítios charmosos que estão à sua espera.

Os lugares de interesse na Islândia encontram-se, naturalemnte, também longe da Estrada N1, no entato, para quem visita o país pela primeira vez, este percurso circular oferecerá atraões mais que suficientes para preencher uma ou duas semanas.

Visitar a Islândia de carro – preciso de um carro com tração 4x4?
Para muitos clientes das empresas de rent a car, a tração nas quatro rodas é frequentemente um gadget inútil e, também caro. A procura reduzida por este tipo de viaturas faz com que representem uma parte muito limitada das frotas.

Na Islândia, no entanto, a situação é bem diferetne. Tendo em contas o clima, com temperaturas muito baixas, neve e gelo nas estradas durante uma grande parte do ano, assim como as estradas muito rudimentares, frequentes no interior do país, a tração nas quatro rodas torna-se muito útil sempre que conduzir fora das cidades.

A tração 4x4 não é indispensável na Estrada N1, alcatroada em 90% de comprimento, sendo as partes restantes de cascalho e terra batida. No entanto, existem várias percursos interessantes, fora do itinerário principal, onde é permitido circular somente nas viaturas adequadas, isto é com a tração nas quatro rodas.

Se não queiser ficar limitado às estradas principais durante a sua visita à Islândia, considere investir no aluguer de um SUV 4x4 que permitir-lhe-á uma maior liberdade.

Islândia todo o terreno

Tração 4x4 é uma despesa mais que justificada na Islândia.

A escolha de carros 4x4 nas frotas das empresas de rent a car na Islândia é grande e os seus preços não divergem consideravelmente dos preços das viaturas ligeiras normais.

Conduzir na Estrada N1 (Ring Road) na Islândia
A circular da Islândia, cuja construção foi concluida em 1974,  dispõe na maior parte do seu comprimento de duas faixas e oferece boas condições de condução sendo transitável até durante os meses com a maior queda de neve.

Com a excepção de algumas partes suas não alcatroadas ou mais estreitas, o limite de velocidade na Estrada N1 é de 90 km/h. É recomendável não exceder este limite, visto que a polícia islandesa é pouco tolerante às contra-ordenações, independentemente de se tratar de turistas ou cidadãos.

Os turistas que iniciam a sua viagem em Reykjavik, dirigindo-se para o norte, terão de optar por utilizar o túnel debaixo do fiorde Hvalfjörður , imediatamente a norte da cidade, ou contornar o fiorde pela estrada. A utilização do túnel é paga (ISK 100, ou seja, cerca de EUR 7.5), permite, no entanto, passar para o outro lado do fiorde em somente 7 minutos, enquanto a viagem pela estrada demora cerca de uma hora. As vistas de cortar a respiração são uma vantagem inegável da segunda solução.

Lagoa Azul Islândia
Para a maioria de turistas que iniciam a ‘volta à Islândia’ em Reykjavik a primeira paragem é a famosa Lagoa Azul. Conhecida pela sua beleza invulgar e as propriedades medicinais a lagoa situa-se a cerca de 12 km de distância do Aeroporto de Keflavik e 50 km do centro de Reykjavik.

Um banho relaxante nas águas, cuja temperatura mantém-se entre 37 e 39 graus Celsius, independentemente da altura do ano, é um excelente ponto de partida para a viagem na Islândia. A água fortemente mineralizada da Lagoa Azul é especialmente recomendada às pessoas que sofrem de problemas de pele, entre eles psoríase.

O guia da Lagoa Azul:

Para além dos banhos em água azul leitosa, a Lagoa Azul oferece também a possibilidade de tratamentos de beleza. Poderá optar por fazer as máscaras da lama rica em sílica, disponibilizada para todos nos baldes junto às margens da lagoa ou entregar-se aos cuidados mais profissionais no spa local. Para o relaxamento total recorra ao bar da lagoa, onde poderá tomar uma bebida sem sair de água.

Blue Lagoon

Os vulcões da Islândia – o Hekla
A Islândia caracteriza-se por uma forte actividade vulcânica, cujas consequências fazem-se, frequentemente, sentir nas zonas muito distantes do mundo, devido às interrupções do tráfego aéreo causado pelas nuvens de cinzas.

São contabilizados cerca de 130 vulcões, extintos e activos, na Islândia. O mais famoso deles, o Hekla situa-se em Grímsvötn, a cerca de 115 km de distância de Reykjavik e a aproximadamente 40 km da Estrada N1. Trata-se de um vulcão activo; a sua última erupção teve lugar em 2000.

O vulcão, cujo nome significa ‘capucho’ foi mencionado na literatura finlandesa já na Idade Média sendo apelidado da ‘Porta do Inferno’.

Islândia Hekla

O vulcão, com 1491 metros de altura pode ser ‘visitado’. O acesso de carro é possível até 900 metros de altura. Um trekking de algumas horas é necessário para chegar à cratera.

Costa sul islandesa – o que visitar?
Muitas atrações esperam os visitantes à parte sul da Islândia. Uma paragem obrigatória nesta zona do país é a cascata de Skógafoss no rio Skógá. Medindo 60 metros de altura e 25 metros de largura, a cascata impressiona com barulho da água a cair. O cenário grandioso de Skógafoss pode ser admirado em duas produções de Hollywood: Thor: The Dark World e The Secret Life of Walter Mitty.

Não longe do vulcão tem o início o percurso pedestre que leva a Fimmvörduháls, o fragmento de terra que separa os glaciares Eyjafjallajökull e Mýrdalsjökull.

Mais a leste, seguindo a Estrada N1, encontrará a vila de Vík i Mýrdal. Embora a povoação toda conte com somente algumas centenas de habitantes e não disponha de património histórico significante, merece uma visita, sendo uma excelente base para explorar a costa de penhasco vizinha e a famosa praia preta. A praia de areia macia, embora preta é considerada uma das mais bonitas deste género no mundo. Da praia é avistada uma formação rochosa única. Conhecida como Reynisdrangar, é constituída por quarto pilares basálticos que, segundo a lenda, representam um duende a puxar uma nau de três mastros que foram transformados em pedra pelos raios do sol a nascer.

Islândia Vik

A povoação Vik situa-se no sopé do vulcão Katla, cuja actividade apresenta uma ameaça bem real para os moradores. Acredita-se que somente a igreja local, situada numa elevação fora de Vik oferecia protecção de lava à população na eventualidade da erupção.

As paredes de penhasco da costa são casa para várias espécies de aves, entre elas os adoráveis papagaios-do-mar. As suas colónias mais significantes, no entanto, podem ser encontradas a alguns quilómetros de Vik, na península de Dyrholaey.

Parque nacional de Skaftafell (Vatnajökull)
Islândia é um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza. Os parques nacionais e reservas que aqui encontram-se em grande quantidade são uma atração a não perder. Um deles situa-se junto a Estrada N1, no sudeste islandês.

Desde 2008 este parque partilha o nome com Vatnajökull, o maior glaciar da Islândia, situado nos seus limites. A espessura do Vatnajökull varia entre 400 metros e um quilómetro.

Entre outras atrações do parque encontram-se o vale de Marsárdalur, o monte vulcânico de Kristínartindar, o glaciar de Skaftafellsjökull e, porventura, um dos locais mais fotografados na Islândia, a cascata de Svartifoss. A Cascata Preta, porque esta seria a tradução do nome islandês, distingue-se das outras, pela parede composta de fileiras de colunas de basalto pretas de forma quase perfeitamente hexagonal, formadas em resultado de sucessivas erupções vulcânicas.

Svartifoss Islândia

Nas periferias encontrará também a lagoa de Jökulsárlón. Formada pelas águas do glaciar Vatnajökull derretido, a lagoa aumenta o seu tamanho e muda de aspecto constantemente o que torna cada visita aqui – única.

Os blocos de gelo flutuam na superfície da lagoa e os seus fragmentos menores enfeitam as suas margens brilhando ao sol.

Jokulsarlon

Se este cenário lhe parece familiar é porque provavelmente já o viu nas produções como Croft: Tomb Raider, Batman Begins, ou em dois filmes da saga do James Bond: A View to Kill lub Die Another Day. Os realizadores cinematográficos adoram Jökulsárlón. A lagoa serviu também de cenário para o vídeo musica de Holecene da banda Bon Iver.

Lago de Mývatn
Ao seguir a Estrada N1 na direção leste, chegará ao Lago dos Mosquitos, Mývatn. Situado na zona de actividade vulcánica intensa, o lago é conhecido pela cor intensa de azul e vede das suas águas ricas em minerais e algas. O lago Mývatn nunca congela, sendo os terenos circundantes casa para várias espécies de aves. Durante o período de reprodução é proibida a entrada a várias áreas junto ao lago.

Na zona do lago existem vários outros pontos de interesse, entre eles a central geotérmica Leirbotn, o lago Viti criado naturalmente numa cratera de um vulcão inactivo, e uma área de lava petrificada Leirhnjúkur, ainda quente devido à actividade vulcânica e com várias fontes de enxofre a borbulhas sobre a superfície que se semelha as paisagens lunares. Nesta área, por razões de segurança, é recomendável movimentar-se somente nos trilhos marcados.

Islândia Myvatn

Observação de baleias em Húsavík
Na costa norte islandesa, a pequena cidade de Húsavík merece uma paragem. Esta povoação piscatória é conhecida com o um dos maiores centros europeus de observação e estudo de baleias.

Várias espécies de cetáceos (golfinhos e baleias) abundam nas águas junto à costa de Húsavík permitindo conviver com estes animais fascinantes de forma bastante próxima e natural. Ao contrário de vários outros destinos onde são comercializados passeios de barco para observar baleias ou golfinhos, em Húsavík poderá ter a certeza de uma experiência muito satisfatória.

A proximidade do Árctico faz de Húsavík também um excelente ponto de observação da aurora boreal.

Goðafoss, a Cascata dos Deuses
A cerca de 50 km de Húsavík e junto a Estrada 1 situa-se mais outra ainda atração a não perder, a imponente cascata de Godafoss.

O seu nome, a significar Cascata dos Deuses, está ligado às origens da Cristandade na Islândia.  Como reza a lenda, no século X, o governador da comunidade Ljósavatn optou por se converter à religião cristã, atirando para a cascata as estátuas dos deuses pagãos.

A cascata mede 30 metros de altura e 12 de comprimento.

Cascata Islândia

Geysir – o primeiro géiser a fazer história
A visita à Islândia não será completa sem admirar de perto um dos fenómenos geológicos mais típicos deste país. Geysir é o primeiro géiser, ou seja, a nascente termal que periodicamente entra em erupção, estuado na história. As menções sobre o Geysir aparecem já nos documentos do século XIV. Desde aquela altura, até aos anos 60 do século XX, este géiser disparava para o ar jatos de água de 80 metros de altura. Actualmente, devido a descida de pressão das águas, os jatos atingem somente alguns metros e podem ser observados irregularmente, com intervalos de até 48 horas.

Para ter a certeza de que teremos a oportunidade de observas este fenómeno, recomenda-se a visita a um géiser menos estudado, no entanto bastante mais regular. O géiser Stokkur atira para o ar jatos de água até 30 metros de altura, com a frequência de cada 10-15 minutos, independentemente da altura do dia.

Géiser Islândia

Os dois géisers situam-se a cerca de 100 km a leste de Reykjavik.

Encontre mais informação útil na página de turismo na Islândia.



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